Lua Nova de Fevereiro 2026: Guia Completo para Observar Planetas e Constelações
O que é a Lua Nova e por que ela é perfeita para observar estrelas?
A fase de Lua Nova, que ocorre em 17 de fevereiro de 2026, representa um momento especial para qualquer entusiasta da astronomia, seja você um veterano ou um novato curioso. Imagine a Lua se alinhando perfeitamente entre a Terra e o Sol. Durante essa fase, o lado da Lua que está voltado para nós não recebe luz solar direta, tornando-a praticamente invisível no céu noturno. O resultado? Uma escuridão profunda, um verdadeiro “apagão” lunar que revela o brilho de objetos celestes distantes, normalmente ofuscados pelo nosso satélite natural.
Essa ausência de luar funciona como um convite da natureza para explorarmos o cosmos. As noites ao redor da Lua Nova são as mais escuras do mês, criando um cenário ideal para a observação de planetas, constelações e até mesmo galáxias distantes. É a oportunidade perfeita para pegar um par de binóculos ou simplesmente usar seus olhos para uma excursão celestial inesquecível, diretamente do seu quintal.
O Desfile Planetário: Mercúrio, Saturno e Júpiter em Destaque
Logo após o pôr do sol, um verdadeiro desfile de planetas enfeitará o horizonte. O primeiro a dar as boas-vindas é Mercúrio, brilhando intensamente no oeste como uma proeminente “estrela da noite”. Com um pouco de sorte e um horizonte bem limpo, você poderá até vislumbrar o brilho de Vênus mais abaixo, disputando a atenção com o crepúsculo antes de desaparecer.
Um pouco mais acima e à esquerda de Mercúrio, você encontrará Saturno. Após um período em que seus anéis pareceram “desaparecer” por estarem alinhados de perfil com a Terra, eles agora começam a se revelar novamente, um espetáculo que se torna mais nítido com o auxílio de um pequeno telescópio. Bem alto no céu, Júpiter também marcará presença, brilhando majestosamente e servindo como um excelente ponto de referência para outras descobertas.
Um Tour pelas Constelações de Inverno
Com o céu livre do brilho lunar, as constelações de inverno se tornam as protagonistas. Olhando à esquerda de Júpiter, você encontrará Castor e Pollux, as estrelas gêmeas que formam a cabeça da constelação de Gêmeos.
Abaixo de Júpiter, a estrela cintilante é Procyon, a mais brilhante da constelação de Cão Menor. Seguindo para baixo e à direita, você não poderá perder Sírius, a estrela mais brilhante de todo o céu noturno, que representa o coração do Cão Maior. Juntos, esses cães estelares acompanham seu mestre, o caçador celestial.
Órion, o Caçador Cósmico
À direita de Sírius, a imponente constelação de Órion domina o céu. Procure por Betelgeuse, uma estrela gigante vermelha que marca o ombro direito do caçador. Pense nela como uma estrela “idosa”, que se expandiu enormemente e adquiriu uma cor avermelhada. Em contraste, Rigel, uma supergigante azul no pé esquerdo de Órion, é como uma estrela “jovem” e extremamente quente, emitindo uma luz azul-esbranquiçada.
Entre elas, as famosas “Três Marias” formam o Cinturão de Órion. Logo abaixo do cinturão, uma mancha leitosa e difusa pode ser vista, mesmo a olho nu. Esta é a Nebulosa de Órion, um berçário estelar colossal onde novas estrelas estão nascendo a cerca de 1.500 anos-luz de distância da Terra.
Do Touro às Plêiades: Tesouros do Céu Profundo
Continuando nosso passeio, à direita de Órion, a estrela avermelhada Aldebarã marca o olho do Touro. Um pouco acima de Aldebarã, você notará um aglomerado difuso de estrelas que parece uma pequena “nuvem”. Estas são as Plêiades, um aglomerado estelar aberto com mais de mil estrelas jovens e azuis, um alvo magnífico para binóculos.
Para se orientar, olhe para o nordeste e encontre o asterismo da Ursa Maior (ou “Big Dipper”). Use as duas estrelas da borda da “concha” (Merak e Dubhe) para traçar uma linha reta imaginária que o levará diretamente a Polaris, a Estrela do Norte, em torno da qual todo o céu parece girar.
Perguntas frequentes
Preciso de um telescópio para ver esses fenômenos?
Não necessariamente. Muitos dos objetos mencionados, como os planetas mais brilhantes (Júpiter, Saturno) e as constelações principais, são visíveis a olho nu. Binóculos podem enriquecer muito a experiência, revelando detalhes como as luas de Júpiter ou a vastidão das Plêiades.
Qual o melhor horário para a observação?
O ideal é começar a observar cerca de uma hora após o pôr do sol, quando o céu já está suficientemente escuro. Os planetas estarão mais visíveis no início da noite, enquanto as constelações podem ser apreciadas durante toda a madrugada.
A poluição luminosa das cidades atrapalha a observação?
Sim, a poluição luminosa reduz drasticamente a visibilidade de estrelas e objetos mais tênues. Para uma melhor experiência, procure um local afastado das luzes da cidade, como um parque ou uma área rural.
E não se esqueça, mantenha sempre seus olhos no céu!
Referências
https://science.nasa.gov/solar-system/whats-up-february-2026-skywatching-tips-from-nasa/
https://science.nasa.gov/skywatching/
https://www.space.com/stargazing/planets-constellations-and-more-heres-what-to-look-out-for-around-the-new-moon-on-feb-17




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