Artemis 2: NASA Enfrenta Vazamento de Hidrogênio em Teste Crucial para Missão Lunar

Artemis 2: NASA Enfrenta Vazamento de Hidrogênio em Teste Crucial para Missão Lunar

Artemis 2: NASA Enfrenta Vazamento de Hidrogênio em Teste Crucial para Missão Lunar

A NASA está se preparando para um dos momentos mais críticos antes do lançamento da Artemis 2: o teste de abastecimento completo do megafoguete Space Launch System (SLS). Após um vazamento de hidrogênio líquido ter interrompido a primeira tentativa, todos os olhos estão voltados para o segundo ensaio, que determinará o futuro próximo da primeira missão tripulada à órbita da Lua em mais de 50 anos. A agência espacial está otimista, mas a história recente mostra que domar o combustível mais leve e volátil do universo é um desafio monumental.

O teste, conhecido como wet dress rehearsal (ou “ensaio molhado”), é como um ensaio geral para o dia do lançamento. A equipe enche os tanques do foguete com mais de 2,6 milhões de litros de propelentes super-resfriados — oxigênio líquido (LOX) e hidrogênio líquido (LH2) — e simula toda a contagem regressiva, parando momentos antes da ignição dos motores. É a prova final para garantir que todos os sistemas, tanto no solo quanto no foguete, funcionem em perfeita harmonia. No entanto, foi durante a primeira tentativa que um velho inimigo apareceu: um vazamento de hidrogênio.

O Desafio do Hidrogênio Líquido

Por que a NASA insiste em usar hidrogênio líquido, apesar de seus desafios? A resposta está em sua eficiência. O hidrogênio, quando combinado com o oxigênio, oferece o maior “empurrão” (impulso específico) por quilo de combustível, sendo ideal para impulsionar um foguete tão massivo quanto o SLS para fora da gravidade terrestre. Contudo, ele apresenta um problema significativo: suas moléculas são minúsculas e precisam ser mantidas a uma temperatura extremamente baixa, cerca de -253°C, para permanecerem no estado líquido.

Imagine tentar segurar fumaça em uma peneira. É uma analogia simples para o que os engenheiros da NASA enfrentam. Qualquer pequena imperfeição em selos, juntas ou conexões, especialmente sob as imensas pressões e temperaturas criogênicas, pode se tornar um ponto de vazamento. O vazamento na Artemis 2 ocorreu em uma conexão vital chamada Tail Service Mast Umbilical (TSMU), uma espécie de “mangueira” que alimenta o foguete na plataforma de lançamento.

Um Problema Recorrente

Este não é um problema novo para o programa Artemis. A missão anterior, a Artemis 1, que voou sem tripulação em 2022, sofreu com vazamentos semelhantes no mesmo local. Esses incidentes causaram múltiplos adiamentos no lançamento, transformando a campanha de testes em uma saga de engenharia e perseverança. A equipe da NASA, no entanto, aprendeu muito com esses desafios e conseguiu lançar a Artemis 1 com sucesso, enviando a cápsula Orion em uma jornada ao redor da Lua e de volta à Terra.

Após o vazamento no primeiro ensaio da Artemis 2, os engenheiros agiram rapidamente. Eles substituíram dois selos na conexão TSMU e realizaram um “teste de confiança” para verificar a eficácia do reparo. Embora um problema no equipamento de solo tenha limitado o teste, a equipe conseguiu coletar dados suficientes para se sentir confiante em prosseguir com um segundo ensaio molhado completo. A expectativa é que as lições aprendidas com a Artemis 1 e os reparos recentes tenham finalmente resolvido a questão.

A Missão e Seus Heróis

A Artemis 2 não é apenas um voo de teste; é o retorno da humanidade à vizinhança lunar. A bordo da cápsula Orion estarão quatro astronautas: os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen. Eles não pousarão na Lua, mas passarão cerca de 10 dias em uma jornada ao redor dela, testando os sistemas de suporte à vida da Orion e as capacidades de manobra no espaço profundo. Será a primeira vez que humanos viajarão para além da órbita baixa da Terra desde a missão Apollo 17, em 1972.

Se o ensaio de abastecimento for bem-sucedido, a NASA poderá marcar uma data de lançamento já para março de 2026. Este voo é um passo indispensável para a missão seguinte, a Artemis 3, que planeja levar a primeira mulher e a próxima pessoa a pisar na superfície lunar, abrindo um novo capítulo na exploração espacial.

Perguntas frequentes

O que é um “ensaio molhado” (wet dress rehearsal)?
É uma simulação completa da contagem regressiva de um lançamento, incluindo o abastecimento do foguete com seus propelentes líquidos (daí o termo “molhado”). O objetivo é verificar se todos os sistemas do foguete e da plataforma de lançamento funcionam corretamente juntos.

Por que o hidrogênio líquido vaza com tanta facilidade?
O hidrogênio líquido é composto por moléculas muito pequenas e é mantido a temperaturas extremamente baixas. Isso o torna propenso a escapar por qualquer microfissura em selos ou conexões, um desafio técnico constante para os engenheiros.

Quem são os astronautas da Artemis 2?
A tripulação é composta pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch (todos da NASA) e o especialista de missão Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

E não se esqueça, mantenha sempre seus olhos no céu!

Referências

https://www.nasa.gov/mission/artemis-ii/
https://www.space.com/space-exploration/artemis/nasa-will-fuel-up-its-artemis-2-moon-rocket-for-the-2nd-time-on-feb-19-will-it-leak-again
https://www.nasa.gov/blogs/missions/2026/02/03/nasa-conducts-artemis-ii-fuel-test-eyes-march-for-launch-opportunity/
https://www.kennedyspacecenter.com/landing-pages/artemis-ii/
https://en.wikipedia.org/wiki/Space_Launch_System

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